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sábado, 4 de abril de 2009

Aumento do IPI sobre o cigarro preocupa a Câmara Setorial
Órgão prevê aumento no consumo do mercado ilegal do produto

O anúncio do Governo Federal, realizado na segunda-feira (30/03), em aumentar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do cigarro traz preocupação para a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco. Para o presidente da Câmara Setorial e secretário da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Romeu Schneider, o impacto será negativo para o setor fumageiro e também para o Governo Federal, na questão de aumento de arrecadação. “O Governo quer compensar um setor com outro. A história nos mostra e prova que o aumento de impostos nem sempre representa aumento de arrecadação”, avalia Schneider.

Schneider lembra o mercado ilegal do cigarro, que representa perto dos 30% do total de consumo. “Temos um mercado ilegal muito forte e este aumento de imposto será um estimulante para o crescimento do consumo do produto vindo desta ilegalidade. Isto é muito ruim, pois os recursos saem do Brasil e o próprio Governo perderá em arrecadação”, analisa.

Sobre a questão de diminuir o consumo, Romeu Schneider diz que isto não irá acontecer. “Se o fumante consome uma marca de R$ 4,00, por exemplo, ele continuará a gastar este valor, mas mudará a qualidade. Se for um consumidor dos cigarros mais baratos, ele se voltará ao mercado ilegal”, exemplifica o dirigente. E o mercado ilegal também traz preocupação para Schneider por causa da qualidade. “O cigarro ilegal é produzido com tabaco de baixíssima qualidade e causa dois problemas: não temos retorno de impostos e não temos controle fitossanitário sobre este produto”, explica Schneider.

A medida do Governo Federal entrará em vigor no início de maio, com um aumento de até 30% no produto final. “Do preço médio para baixo, sofrerá aumento do IPI em 20%. Do preço médio para cima, aumento de 25%. Somando-se ainda o PIS e Cofins, este aumento poderá chegar aos 30%”, finaliza Romeu Schneider.




Luciana Jost
MTb/RS 13.507
Departamento de Comunicação da Afubra
31.03.2009

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